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2017-05-11 06:57:19

Opinião

Manuela Pacheco

Presidente da Associação de Farmácias de Portugal

 

Portugal formalizou, no passado sábado, a candidatura a sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA). Naturalmente, a Associação de Farmácias de Portugal apoia e congratula o Governo português pela decisão de entrar nesta importante corrida.

Quando, em junho de 2016, os resultados do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia apontaram para o Brexit, a Associação de Farmácias de Portugal foi uma das primeiras (ou mesmo a primeira) entidades portuguesas a defender uma candidatura do nosso país a sede da EMA.

A candidatura portuguesa, se for bem-sucedida – e tem tudo para vir a ser –, vai constituir um motor de desenvolvimento económico, mas também científico, para o nosso país. A EMA tem, atualmente, cerca de 900 funcionários permanentes. Recebe ainda, regularmente, mais de 3000 especialistas na sua sede e tem um budget anual de 300 milhões de euros, constituindo uma das maiores agências europeias.

Ou seja, a sua relocalização terá um impacto direto significativo na economia do país que for escolhido para a acolher. Para além deste impacto direto, a relocalização de uma agência europeia desta natureza permitiria firmar, de forma incontestável, um compromisso de Portugal com a ciência e a saúde, afirmando a vocação inovadora e progressista do nosso país. Parte das vantagens competitivas de Portugal provam este nosso perfil inovador.

Possuímos técnicos altamente qualificados nas áreas do medicamento e da saúde e temos centros de investigação de excelência. Temos, ainda, as infraestruturas necessárias e uma localização privilegiada, estando no centro entre a Europa e os Estados Unidos, onde grande parte dos medicamentos são lançados e aprovados, primeiro, pela FDA (Food and Drug Administration). E, além disso, temos boas relações com África, América Latina, Ásia e com os países da Europa que não fazem parte da UE, como a Suíça.

Acredito que Portugal reúne todas as condições para vir a ser a sede da Agência Europeia do Medicamento, mas é preciso não baixar os braços. Para cumprir estre objetivo nacional, até que a decisão, que vai ditar a nova localização, seja tomada e para podermos vir a ter sucesso, cabe ao Governo Português continuar a reiterar as vantagens competitivas do nosso país junto das instâncias europeias. E esta tarefa, determinante para a afirmação internacional de Portugal, deve contar com o apoio de todos: do Governo, é certo, mas também das inúmeras entidades nacionais ligadas ao medicamento e dos setores empresarial, académico e científico.

Em última instância, cada de um nós deve estar entusiasmado com a possibilidade de vencermos esta candidatura. Portugal, cada um dos seus cidadãos, tem muito a ganhar em acolher a sede da Agência Europeia do Medicamento. Vamos, pois, trabalhar para concretizar este objetivo.

 

 in Jornal Económico, edição de 5 de maio de 2017

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